Como saber se tenho TDAH?

O diagnóstico é realizado através de uma avaliação neuropsiquiátrica com psiquiatra

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado pela tríade de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Afeta em torno de 5,3% de crianças e adolescentes e cerca de 4,0% de adultos na população geral. Quase 70% dos pacientes com TDAH apresentam outro transtorno além de TDAH como Transtornos de Ansiedade (35%), Transtorno de Abuso e Dependência de Substâncias (30%), Depressão maior (25%) e Transtorno de Humor Bipolar (20%).

Pessoas normais, submetidas a um estresse contínuo, com grande fluxo de informações e pressões de diversas ordens, além de excessivas preocupações, também podem apresentar quadros de perda de concentração em momentos determinados de crises.

Portanto, o melhor caminho é sempre procurar um especialista para que este, através de uma avaliação neuropsiquiátrica aprofundada, possa diagnosticar se há ou não algum transtorno mental específico que esteja causando o sintoma.

Quais são os sintomas de TDAH?

O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas:

• Desatenção

• Hiperatividade-impulsividade

Em adultos, ocorrem problemas de:

• Desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho;

• Memória (são muito esquecidos);

• São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra;

• Impulsividade (colocam os carros na frente dos bois). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isso afeta os demais à sua volta;

• Uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.

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Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).

Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões, algumas podem ser hereditárias, outras decorrem de substâncias ingeridas pela mãe durante a gestação (como álcool, cigarro e drogas), entre outras.

Fato é que os portadores do transtorno sofrem consequências prejudiciais tanto no aprendizado, como em relacionamentos e no trabalho. O tratamento psicoterápico e medicamentoso, quando prescrito e acompanhado por psiquiatra experiente, pode minimizar, e muito, os sintomas, favorecendo o bem-estar do paciente e dos que convivem com ele. Portanto, é imprescindível diagnosticar e tratar o TDAH.

Fonte: http://vyaestelar.uol.com.br/

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